Um sábio educador contou-me hoje essa história. Trata-se de um conto hindu que como muitos outros é atemporal e trata profundamente o ser humano.
Duas mulheres estão sentadas à beira de um lago. Quando percebem nele uma criança se afogando, atiram-se a nadar e salvam-na. Antes que pudessem perguntar o que a tinha levado a se afogar, notam que outras duas crianças estão agora se afogando e tratam de mergulhar para salvá-las, e assim o fazem. Sem tempo para pensar o quanto parecia estranho atiram-se novamente à água para salvar três crianças que lá estavam a se afogar. Quando, já exausta, estava novamente na água para salvar agora quatro crianças, uma das mulheres olha para trás e vê sua amiga correr para longe à margem do lago. Ela grita: "Agora que eu mais preciso da sua ajuda, vai me abandonar?" Ao que a outra responde: "Não. Eu vou atrás de quem está lançando essas crianças ao lago."
Peço que reflitam sobre as questões que enfrentamos diariamente, grandes ou pequenas, e como pode haver outra abordagem para elas, não mais importante, nem mais certa, apenas outra.
Segundo o bom e velho Quintas: a pessoa se transforma transformando a realidade. A reprodução do que nos cerca parece ser, a primeira vista, a melhor saída. Se não exercitarmos o ato de refletir sobre o que nos é apresentado, acostumamo-nos com a situação. O que não significa o fim do mundo; basta estar aberto a se perceber e se dedicar, durante o dia, pouco espaço de tempo a refletir sobre si mesmo, penso eu.
ResponderExcluirAbraço!